Dentistas orientam pais e responsáveis sobre a importância da prevenção e do acompanhamento odontológico desde os primeiros anos de vida.
Os cuidados com a saúde bucal devem começar nos primeiros anos de vida e acompanhar cada fase do desenvolvimento infantil. Além de prevenir doenças, a higiene adequada e as consultas regulares ao dentista ajudam a evitar dores, dificuldades na alimentação e outros problemas que podem interferir no bem-estar e na rotina das crianças.
A procura pelo atendimento infantil no Sesc Odonto demonstra a importância desse acompanhamento para as famílias. Em 2026, até o mês de setembro, 957 crianças foram atendidas na clínica localizada em Cuiabá, com a realização de 2.025 procedimentos odontológicos. Voltado aos trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo e seus dependentes com a Credencial Sesc, o serviço oferece atendimento odontológico com valores acessíveis e foco na prevenção.
A importância desses cuidados também é reforçada pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), que publicou, em junho deste ano, o Guia de Saúde Oral Materno-Infantil. O documento considera a saúde da boca parte dos cuidados com a saúde como um todo e incentiva o acompanhamento odontológico regular desde os primeiros anos de vida.
A odontopediatra do Sesc Odonto Erica Campos explica que a atenção deve começar especialmente quando aparecem os primeiros dentes. Segundo ela, inserir a higiene bucal na rotina desde cedo contribui para que o hábito continue nas demais fases da vida.
“Os cuidados devem começar ainda na infância, principalmente quando surgem os primeiros dentes. Quando a higiene bucal se torna um hábito diário, a criança leva esse cuidado para o futuro. Isso ajuda a evitar quadros de dor e problemas que podem comprometer a estética, provocar situações de bullying ou até prejudicar o desempenho escolar, porque uma criança com dor de dente tem dificuldade para se concentrar e pode precisar faltar às aulas para ir ao dentista”, explica Erica.
Prevenção começa antes da dor
Não esperar que apareça algum problema é um dos principais cuidados recomendados pela profissional. Quando as consultas acontecem de forma preventiva, a criança pode se familiarizar com o consultório, com o dentista e com os procedimentos de avaliação de maneira mais tranquila.
“Levar a criança ao dentista antes que ela apresente alguma doença bucal torna a consulta mais agradável para o profissional e, principalmente, para o pequeno paciente. Quando a criança chega ao consultório já sentindo dor, pode ser necessário utilizar anestesia ou realizar outros procedimentos mais invasivos. Muitas vezes, isso pode ser evitado quando existe o hábito de procurar o dentista antes que os problemas apareçam”, afirma a odontopediatra.
O intervalo entre as consultas deve ser definido pelo dentista após a avaliação de cada criança. Aspectos como a qualidade da higiene bucal, o histórico do paciente e a necessidade anterior de tratamentos mais invasivos ajudam o profissional a estabelecer a frequência adequada do acompanhamento.
Em casa, os pais e responsáveis também são fundamentais para a construção desses hábitos. Para Erica, as crianças aprendem não apenas com as orientações, mas principalmente observando o comportamento dos adultos.
“Os pais podem escovar os dentes e usar o fio dental na frente dos filhos, porque a criança aprende muito pelo exemplo. Outra opção é mostrar, no espelho, como os dentes ficam antes e depois da escovação. Também é importante evitar a compra frequente de alimentos ricos em açúcar industrializado e levar os filhos regularmente ao dentista”, orienta.
Cuidados refletem no desenvolvimento infantil
A falta de acompanhamento odontológico pode trazer consequências que ultrapassam a saúde da boca. Dores e infecções podem afetar a alimentação, o sono, a concentração e a participação da criança nas atividades escolares.
O dentista Jean Victor Brittes, também do Sesc Odonto, explica que procurar atendimento somente quando a criança sente dor pode permitir que problemas inicialmente simples evoluam e exijam tratamentos mais complexos.
“Sem o acompanhamento odontológico, podem surgir cáries, dores e infecções, além de dificuldades para mastigar e dormir. Por isso, a prevenção e o diagnóstico precoce são tão importantes. Eles ajudam a evitar tratamentos mais complexos e contribuem para que a criança se desenvolva de forma saudável”, destaca Jean.
No Sesc Odonto, o cuidado pode começar antes mesmo do nascimento dos primeiros dentes. Além das avaliações preventivas desde os primeiros meses de vida, o serviço realiza o pré-natal odontológico, com orientações às gestantes sobre a própria saúde bucal e os cuidados que deverão ser adotados com o bebê.
“O Sesc Odonto realiza consultas de avaliação preventiva desde o nascimento da criança. Também oferecemos o pré-natal odontológico, quando orientamos as gestantes sobre os cuidados com a própria saúde bucal e com a saúde do bebê que está por vir. Esse acompanhamento permite observar possíveis alterações desde cedo e conversar com as famílias sobre higiene e hábitos saudáveis. Dessa maneira, o Sesc fortalece a prevenção e contribui para levar mais saúde e qualidade de vida aos comerciários, seus dependentes e suas famílias”, explica Jean.
Os atendimentos e as ações preventivas do Sesc Odonto integram a atuação do Sistema CNC-Sesc-Senac na promoção da saúde, do bem-estar e da qualidade de vida dos trabalhadores do comércio e seus dependentes.
Sobre o Sesc-MT
O Serviço Social do Comércio (Sesc-MT) é uma entidade privada, financiada com as contribuições do empresariado, sem ônus para os empregados, ou a utilização de recursos públicos. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), sob o comando de José Roberto Tadros.
Desde 1947, o Sesc-MT promove ações de saúde, lazer, educação, cultura e assistência, com o objetivo de fornecer o bem-estar social e a qualidade de vida dos trabalhadores do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, de seus familiares e da comunidade em geral em Mato Grosso.
Atualmente, o Sesc-MT administra 22 unidades fixas no estado e seis unidades móveis que circulam pelos municípios.
Por Daniele Danchura - Comunicação SESC-MT



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