Katiuscia defende medidas para proteger professores da violência nas escolas

Proposta “Professor Respeitado, Escola Protegida” prevê prevenção, atendimento às vítimas e resposta rápida a ameaças e agressões.

A escola deve ser um lugar de aprendizado, convivência e segurança. No entanto, ameaças, intimidações, ofensas e agressões têm provocado medo e insegurança entre os profissionais responsáveis pela formação de crianças e adolescentes. Para enfrentar essa realidade, a vereadora de Cuiabá e candidata a deputada federal Katiuscia Manteli (Podemos) defende a proposta “Professor Respeitado, Escola Protegida”.

A proposta busca fortalecer as políticas de prevenção e enfrentamento à violência contra professores e demais profissionais da educação. Entre as medidas defendidas estão protocolos para situações de risco, canais seguros de denúncia, atendimento psicológico e jurídico às vítimas, capacitação das equipes escolares e integração entre educação, segurança pública, saúde e assistência social.

“A escola precisa acolher os alunos, envolver as famílias e proteger quem trabalha nela. Quando um professor é ameaçado ou agredido, toda a comunidade escolar sofre. Valorizar a educação também é garantir que seus profissionais possam exercer a missão de ensinar com respeito, dignidade e segurança”, concluiu.

Os números de Mato Grosso mostram que a violência está presente no cotidiano de uma parcela significativa das unidades escolares. Um diagnóstico produzido pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) ouviu representantes de 653 escolas estaduais, o equivalente a 93% das unidades em funcionamento em 2022. A pesquisa alcançou 131 municípios e todas as 15 Diretorias Regionais de Educação.

Entre as escolas participantes, 77% relataram conviver com situações de violência verbal. O percentual corresponde a 503 unidades. Em cerca de 150 escolas, os episódios eram presenciados diariamente. Em outras 189, ocorriam pelo menos uma vez por semana.

A violência física também apareceu no levantamento. Ao todo, 55% das escolas, 359 unidades, informaram ocorrências sem o uso de armas. Cerca de 65 unidades disseram enfrentar esse tipo de episódio pelo menos uma vez por semana e 13 relataram situações diárias. Outras 26 escolas informaram já ter enfrentado ocorrências envolvendo armas brancas ou de fogo.

Os dados abrangem toda a comunidade escolar e não representam exclusivamente agressões contra professores ou funcionários. Ainda assim, revelam o ambiente de tensão no qual esses profissionais exercem diariamente a responsabilidade de ensinar, orientar estudantes e administrar conflitos.

Cenário nacional

No cenário nacional, a Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem (Talis) 2024, realizada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), apontou que 46,6% dos professores brasileiros dos anos finais do ensino fundamental consideram a intimidação ou o abuso verbal praticado por estudantes uma fonte relevante de estresse. Foi o maior percentual entre os 55 sistemas educacionais avaliados, enquanto a média internacional ficou próxima de 18%.

Para Katiuscia, os números reforçam a necessidade de criar mecanismos específicos de proteção para quem trabalha nas escolas. Segundo ela, a violência não prejudica somente o profissional diretamente atingido. O medo compromete a saúde emocional das equipes, desorganiza o ambiente escolar e interfere na aprendizagem dos estudantes.

“Professor não pode sentir medo de dar aula. Sou filha e nora de professoras e esposa de professor. Conheço de perto a dedicação, a responsabilidade e também os desafios de quem escolheu ensinar. Vou fortalecer as políticas de prevenção e enfrentamento à violência contra professores e profissionais da educação. Professor respeitado, escola protegida”, afirmou.

A proposta também contempla o aprimoramento dos registros de ocorrências. Katiuscia defende a produção de dados específicos sobre agressões contra profissionais da educação, com informações sobre os tipos de violência, a frequência dos casos e as situações de maior risco. O objetivo é permitir que as medidas preventivas sejam planejadas de acordo com a realidade de cada comunidade escolar.

Além da resposta aos casos mais graves, a candidata defende ações voltadas à mediação de conflitos, à aproximação das famílias e ao desenvolvimento de uma cultura de respeito. Para ela, combater a violência não significa transformar a escola em um ambiente de repressão, mas garantir estrutura para prevenir conflitos, acolher as vítimas e agir rapidamente quando uma ameaça ou agressão acontecer.

Fonte: Assessoria de Imprensa Ver Katiuscia Manteli

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