Venda de antigo imóvel da Folha do Estado reacende expectativa de pagamento de dívidas trabalhistas

Após articulação e acompanhamento do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso, a Justiça do Trabalho autorizou a venda do antigo imóvel da Folha do Estado, abrindo caminho para o pagamento de dívidas trabalhistas a jornalistas e gráficos.

A Justiça do Trabalho homologou a venda do imóvel localizado na Rua Tereza Lobo, com área aproximada de 4.800 metros quadrados, que pertenceu ao Grupo Sávio Brandão e sediou o jornal Folha do Estado e a SB Gráfica. O bem foi arrematado por R$ 5 milhões, em proposta apresentada pela empresa Contexto Publicidade e Multimídia.

Os valores obtidos com a venda serão destinados ao pagamento de ações trabalhistas movidas por ex-funcionários, muitos deles jornalistas, que aguardam há anos a quitação de direitos já reconhecidos judicialmente.

Segundo avaliação do processo, o juiz Angelo Cestari considerou as diversas tentativas frustradas de venda do imóvel ao longo dos anos, mesmo após ampla divulgação. Também pesou o fato de a proposta superar 50% do valor de avaliação do bem, além de prever correção anual das parcelas pela taxa Selic.

O Sindjor-MT teve papel ativo ao longo desse processo, contribuindo para manter o tema na agenda institucional e jurídica. O imóvel, inicialmente avaliado em cerca de R$ 12 milhões, sofreu forte desvalorização ao longo dos anos. Corretores apontam que a localização próxima à Rodoviária de Cuiabá passou a ser associada ao uso de drogas, fator que impactou diretamente o valor de mercado.

Curiosamente, segundo relatos, essa situação é pouco reconhecida oficialmente pelos órgãos de segurança pública, apesar de registros de incursões pontuais na região. Com a ausência de outros bens passíveis de penhora, a alienação do imóvel tornou-se a última alternativa concreta para garantir o pagamento aos trabalhadores.

Para o presidente do Sindjor-MT, Itamar Perenha, a decisão representa um avanço importante, ainda que tardio.“A expectativa agora é que, desta vez, os trabalhadores finalmente recebam aquilo que lhes é de direito”, avalia.

Fonte: Assessoria do Sindjor/MT

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